Site O Imparcial - 26/10/2018

Crédito às pequenas e médias empresas soma R$ 4,2 milhões

Recurso é disponibilizado pela Desenvolve SP, e ainda inclui prefeituras; montante cresceu 8 vezes ao se comparar com os últimos dois trimestres de 2018

GABRIEL BUOSI – Da Redação

A quantidade de crédito fornecido às pequenas e médias empresas da 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo, que é a região de Presidente Prudente, bem como para prefeituras, por parte da Desenvolve SP (Agência de Desenvolvimento Paulista), cresceu mais do que oito vezes ao se comparar com os últimos dois trimestres de 2018, conforme dados da própria instituição. Apenas no período que compreende os meses de julho, agosto e setembro, foram investidos R$ 4,2 milhões. Para o economista Eder Canziani, a ação é válida e necessária por parte do Estado, mas é preciso que o setor receba um “sinal verde” do governo federal. “A crise começou na União e não nos Estados, então, essa é uma luta conjunta”, afirma.

A Agência de Desenvolvimento Paulista é uma instituição do governo do Estado de São Paulo, que financia, por meio de linhas de crédito, o crescimento de pequenas e médias empresas, bem como prefeituras paulistas. Na região de Presidente Prudente, o valor acumulado de financiamentos em nove anos é de R$ 40,1 milhões, sendo que R$ 4,2 milhões foram entregues no último trimestre de 2018, montante que é oito vezes maior se comparado com o trimestre anterior, que compreende os meses de abril a junho, quando o crédito repassado foi de R$ 455,8 mil.

“Vale destacar ainda que a busca por recursos para investimentos em formação bruta de capital fixo liderou os desembolsos realizados no período, revelando que o setor produtivo se prepara para atender a novas demandas do mercado. No setor privado, a indústria foi a que mais investiu entre julho e setembro, representando 50% dos financiamentos concedidos pela Desenvolve SP. O comércio aparece na sequência, com 9%”, expõe a instituição. O setor público, por sua vez, foi responsável por demandar 40% do montante.

O economista lembra que é uma característica do perfil de empresários que se dedicam ao seu próprio negócio a iniciativa de buscar financiamentos, uma vez que eles não aceitam viver em uma situação crítica. Para ele, esse dinheiro que parte do Estado, possivelmente, é de recursos subsidiados com taxas de juros mais baixos, o que fomenta a aplicação do recurso. “Isso é bom sim aos empresários, mas nada como se tivéssemos um sinal verde por parte do governo federal, pois a crise não começou no Estado, mas na União. Vejo, no entanto, que o Estado está lutando e cumprindo com seu papel, mas as empresas precisam de um respaldo do governo federal, por isso há seus riscos na iniciativa, que merecem cautela. Ressalvo que atitudes como essa merecem nossas considerações diante do cenário que nos encontramos”, lembra.

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