Identidade Digital: O desafio da comunicação nas redes 19/06/2017 As redes sociais não revolucionaram apenas relação entre as pessoas, muitas empresas estão se reinventando para aproveitar tudo o que a rede oferece. Amanda Sena Lá se vão 12 anos desde que o Orkut virou febre entre os brasileiros. De lá para cá, as redes sociais se multiplicaram e caíram de vez nas graças das pessoas e, consequentemente, das empresas. Hoje, estar fora da web é estar fora do mercado corporativo: mais do que disputar a atenção dos clientes online, essas ferramentas ajudam a reforçar a imagem da empresa e construir – se bem utilizadas – uma identidade digital. As redes sociais transformaram definitivamente as relações das empresas com o consumidor. Hoje, quem compra não é só um cliente, é um “embaixador” da marca e da empresa. Uma pesquisa sobre varejo realizada em 2015 pela PricewaterhouseCoopers (PwC) Brasil mostrou que as redes sociais têm papel determinante nas decisões de compra, tanto em lojas virtuais quanto em lojas físicas. De acordo com o levantamento, 77% dos consumidores disseram que as informações obtidas nas redes sociais — por meio de comentários de amigos ou nos perfis das varejistas — tiveram impacto nas suas decisões de compra. Ou seja, é online que decisões de compra são tomadas e é também na web que as empresas têm um potencial número de concorrentes. Novos hábitos, preferências e formas de relacionamento surgem a cada dia, e o maior desafio para empreendedores é como se fazer notar nas redes sociais e como criar uma identidade digital que esteja à altura do seu negócio ou marca. Segundo Fátima Silana, gerente de projetos do Grupo E.life, consultoria especializada em inteligência de mercado e gestão de relacionamento digital, algumas estratégias podem ser adotadas para definir o perfil de uma empresa nas redes sociais e fazer com que essa marca se torne relevante para seu público-alvo. “Definir uma persona para marca é importante para a estratégia. Isso vai ajudar a definir o tom e o estilo de seu conteúdo, bem como auxiliar a traçar as estratégias de marketing, apresentando o público que deve ser focado”, explica. Fátima destaca, ainda, que o monitoramento dessas redes sociais é imprescindível, assim como o monitoramento das marcas concorrentes: “Dessa forma, a marca conseguirá identificar tendências de mercado e desejo do consumidor, contribuindo para uma criação de conteúdo criativo e de acordo com o que os consumidores querem ler”. As redes sociais mais utilizadas no Brasil são o Facebook (83%), Whatsapp (58%), Youtube (17%), Instagram (12%) e Google+ (8%). O Twitter, popular entre as elites políticas, formadores de opinião e veículos de comunicação, foi mencionado apenas por 5% dos entrevistados. Já o Linkedin, rede para relacionamento institucional, que tem 25 milhões de usuários ativos no Brasil, seu terceiro maior mercado. Nos Estados Unidos há 128 milhões de usuários, e na Índia, 35 milhões. Apesar do excesso de ofertas e redes sociais distintas, a especialista destaca que não é necessário que a empresa esteja presente em todas elas: “É importante, fundamental, ter uma presença em rede social. No entanto, de que adianta a marca estar em todas as redes sociais, se não consegue alimentá-las? O ideal é o empreendedor identificar em qual rede social seu público está presente. Conversar com alguns clientes atuais e também com clientes em potencial pode ser uma boa forma de descobrir o que eles estão usando no dia a dia”, diz Fátima Mas, quando falamos de redes sociais, nem tudo são flores. Muitos empresários ficam reticentes ante a ideia de expor sua marca nas redes, principalmente se a empresa não atua no e-commerce. De fato, os riscos existem, e é preciso cercar-se de cuidados em relação ao tipo de conteúdo que será produzido – quando esse conteúdo é a construção e consolidação da identidade digital da empresa. Um pequeno deslize de posts inapropriados, preconceituosos ou controversos pode pôr por terra todo o trabalho de fortalecimento de imagem. “Ser conhecido na internet e ter uma boa reputação na rede é o desejo de todas as marcas. Utilizando bem as redes sociais é possível criar um marketing ativo importante, com audiência qualificada, alcance de clientes em potencial e com baixo investimento”, destaca Fátima. Fonte: Revista Desenvolve SP – edição 5, p.14 Facebook Twitter LinkedinWhatsapp Mais notícias 19/11/2025 Mulheres empreendedoras geram 33% dos empregos formais em São Paulo; Desenvolve SP reforça apoio com R$ 200 mi desembolsados desde 2023 12/11/2025 Tema central da COP30, as finanças verdes já são realidade em São Paulo, com R$ 250 mi destinados a reflorestamento e saneamento via fundos estruturados 04/11/2025 São Paulo capta US$ 110 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para acelerar investimentos sustentáveis por meio da Desenvolve SP 22/10/2025 Desenvolve SP e IPT fecham parceria para acelerar infraestrutura sustentável nos municípios