05/12/2011

O futuro promissor das PMEs paulistas

A perspectiva de investimento de R$ 118,6 bilhões entre os anos de 2012 e 2015, previstos no Plano Plurianual (PPA) do Governo do Estado, e os novos negócios gerados pela Copa 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, fazem o Estado de São Paulo projetar um crescimento econômico robusto e acelerado para os próximos anos. O desafio proposto por esse conjunto de ações deverá incentivar a demanda por produtos e serviços, criando oportunidades de desenvolvimento em um ambiente extremamente favorável para as pequenas e médias empresas paulistas.

O PPA, que aguarda aprovação pela Assembléia Legislativa, é o mais importante instrumento de realização das políticas públicas estaduais. Nele estão definidas as diretrizes e objetivos estratégicos do Governo do Estado, que irá planejar e implementar programas e executar as obras propostas pelas secretarias e órgãos da administração estadual. A maioria dessas ações vai depender da iniciativa privada para sair do papel.

Projetos como a ampliação do Metrô ou a construção dos trechos restantes do Rodoanel, por exemplo, movimentam uma enorme variedade de micro, pequenas e médias empresas. As obras e programas governamentais acabam por desenvolver toda a cadeia produtiva, sendo um dos principais impulsionadores da economia paulista, promovendo o crescimento de empresas de todos os portes. Oferecer condições de financiamento mais adequadas ao desenvolvimento dos pequenos e médios empreendedores é fundamental para dar suporte ao expressivo ciclo de crescimento que se vislumbra no Estado de São Paulo.

No período de 2012 a 2015, a Fundação Seade prevê crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) paulista na ordem de 4,5% ao ano. Com o aumento das riquezas do Estado, cresce também o poder aquisitivo da população, que já observamos com o crescimento recente do consumo das famílias, principalmente nas classes C e D. A melhoria das condições de renda beneficia a atividade econômica de São Paulo, pois boa parte da cadeia de produção está localizada no Estado.

Os grandes eventos esportivos dos próximos anos também já estão movimentando a economia de muitas cidades do Estado de São Paulo. Para a Copa de 2016, além da Capital, que receberá cinco partidas e o jogo de abertura, outros 36 municípios do interior estão vivendo a expectativa de se tornarem Centros de Treinamento de Seleções (CTS) aptos a receber as delegações de seleções estrangeiras que vão participar do torneio.

Em cada uma das cidades candidatas serão necessárias obras de infraestrutura viária, de mobilidade urbana e de ampliação da rede de serviços públicos, entre outras, que deverão desenvolver os municípios, promovendo desde o crescimento do turismo local até a prática de esportes, além de incentivar e trazer oportunidades aos empresários da região. A lista dos municípios inscritos ainda é preliminar e as cidades paulistas terão duas novas oportunidades de se candidatar em 2012. Os CTS escolhidos serão definidos pelo Comitê Organizador e pela FIFA em 2013.

No município de São Paulo, o Governo do Estado e a prefeitura da cidade estão alocando mais de R$ 470 milhões, apenas no desenvolvimento viário da região do estádio que receberá os jogos da Copa, em Itaquera. Além dessas obras, o governo estadual está investindo em projetos de infraestrutura, educação, cultura, lazer e segurança, como o Pólo Institucional de Itaquera – vizinho ao estádio e que contará com um Fórum, centro cultural, rodoviária e um batalhão da Policia Militar e dos Bombeiros, entre outros equipamentos públicos.

Uma boa fatia dos mais de R$ 50 bilhões que serão movimentados na economia do país com os Jogos Olímpicos de 2016, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, tem grande chance de gerar desenvolvimento para as cidades e crescimento das empresas paulistas, apesar das competições acontecerem no município do Rio de Janeiro.

O país pretende levar aos Jogos representantes em todos os esportes olímpicos e paraolímpicos. Há modalidades que já contam com modernos centros de treinamento e infraestrutura suficiente para formar atletas de alto nível. No entanto, outros ainda nem sequer possuem espaços adequados para treinar. Se tornar sede de um esporte olímpico pode ser um grande atrativo de investimentos para o município, que além de organizar competições, por exemplo, incentivará a prática de esportes, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.

Esse volume de ações vai demandar um grande aumento na capacidade de produção e a criação de mecanismos para a melhoria na gestão das pequenas e médias empresas. Esse salto de qualidade só pode ser garantido com investimentos perenes em ampliação e modernização dos processos produtivos e incentivo da cultura de planejamento de longo prazo. Para estruturar esse crescimento, a Desenvolve SP, instituição financeira do Governo do Estado, oferece linhas de financiamento com taxas de juros muito mais baixas do que as praticadas no mercado, assim como prazos mais longos.

Além de investir nos pequenos e médios empresários, a Agência de Fomento está alinhada às políticas de desenvolvimento do governo estadual, fomentando e estruturando diversas ações e programas estaduais, como o desenvolvimento do Vale do Ribeira, cujas empresas contam com linhas de crédito a juros subsidiados. Desta forma, o resultado apurado ao final do ano não é medido somente pelo lucro contábil, mas pelos benefícios obtidos na economia com o crescimento do número de empregos, da renda e da qualidade de vida da população.

Ainda há tempo para os municípios e empresas que desejam aproveitar esse cenário de crescimento se prepararem bem para o momento que o país, e principalmente o Estado, vivenciará. Para isso, a parceria de uma instituição financeira sólida, que possa oferecer condições especiais e apostar no desenvolvimento é fundamental. Em São Paulo, as prefeituras e a iniciativa privada já contam com a Desenvolve SP.

* Milton Luiz de Melo Santos é economista e presidente da Desenvolve SP/Nossa Caixa Desenvolvimento