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Exportador: São Paulo sai na frente para proteger empregos e dar fôlego às empresas paulistas

Em meio à incerteza global causada pelas sobretaxas dos EUA, a linha Giro Exportador se torna uma resposta rápida e descomplicada que já apresenta primeiros resultados

A imposição de tarifa de 50% pelos EUA sobre produtos brasileiros elevou custos e pressionou margens de exportadores, com risco direto sobre produção e empregos. Segundo a Reuters, há projeções de um possível impacto “modesto” de 0,2 p.p. no PIB até dezembro de 2026, com alerta de que a pressão sobre o emprego será maior em setores como cimento e minerais não metálicos; máquinas, eletrônicos e móveis; produtos de metal; químicos e farmacêuticos; madeira e papel; metalurgia; e têxteis e vestuários. Ou seja: o choque é setorial e afeta gente de verdade na ponta.

Foi diante desse cenário que o Estado de São Paulo, por meio da Desenvolve SP, atuou como vanguarda ao criar um “escudo” financeiro para empresas paulistas que exportam aos EUA, preservando a atividade econômica e garantindo e mantendo empregos. Criada apenas 15 dias após o anúncio do “tarifaço”, em 23 de julho, a linha Giro Exportador, veio inicialmente com a disponibilidade de R$ 200 milhões, e quase 30 dias depois, esse valor dobrou para R$ 400 milhões, acompanhado de medidas complementares como a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS, reforçando o pacote de proteção à indústria paulista.

Estratégia e execução

Operada pela Desenvolve SP, a linha Giro Exportador foi pensada em caráter emergencial para socorrer os empreendedores paulistas e para isso oferece juros a partir de 0,27% a.m. + IPCA, prazo de até 60 meses e carência de até 12 meses, condições que aliviam o fluxo de caixa no curto prazo e sustentam o ciclo produtivo e as exportações no médio prazo. Com o reforço orçamentário, a cobertura alcança mais empresas afetadas pela nova tarifa imposta pelo mercado norte americano, acelerando análise de crédito e desembolsos.

Impacto Real

A Brazilian Fish, que está localizada em Santa Fé do Sul (SP), viu seu segundo maior mercado (EUA) ser diretamente atingido. A empresa é hoje um dos maiores frigoríficos de tilápia da América Latina, e possui presença em mais de 20 estados e atuação internacional. Em meio ao choque tarifário, a Brazilian Fish precisou adotar medidas temporárias de contenção, como ajustes operacionais, para proteger sua base de empregos, que atualmente supera a casa de mil colaboradores. A Desenvolve SP veio como uma solução pela busca por suporte financeiro, que viabilizou por meio da Linha Giro exportador caixa suficiente apara atravessar esse momento de incertezas. A linha de crédito Giro Exportador foi criada com o objetivo de auxiliar as empresas como a Brazilian Fish a passar esse período desafiador com solidez, preservar postos de trabalho, garantir continuidade das operações e diversificar mercados.

“O crédito, aqui, significa manter produção, renda e a dignidade de centenas de famílias. Além de possibilitar que as empresas consigam dar continuidade em suas operações, com a possibilidade de reposicionamento no mercado em bases mais resilientes. É o tipo de ação pública que vira ponte entre a crise e a retomada”, afirma o diretor-presidente da Desenvolve SP, Ricardo Brito.

Resultados já observados

Desde o seu lançamento a linha já teve uma procura maior do que 400 empreendedores interessados. Entre desembolsos, aprovações e contratos em fase de assinatura, a carteira do Giro Exportador já atinge R$ 71 milhões, evidenciando a adesão das empresas e a eficácia da resposta rápida do Estado. Ao todo, em 3 meses, a linha já possui mais de R$ 230 milhões em fase avançada de análise, além de pedidos em análise inicial.

Ações como as da Agência de fomento do Estado de São Paulo, reafirmam o papel da política de crédito como algo que ultrapassa o controle ou a mitigação dos impactos da política econômica externa e deixa um exemplo de capacidade de reação e coordenação entre governo e setor produtivo.

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